Atualizando

Pois é, ando postando aqui menos que devia. Mas é questão de tempo, e de vontade… Pois então, apenas uma atualizada do que ando vendo esses dias.

Frankenweenie (idem, 2012) ****

Pra mim Tim Burton não virou uma bosta, embora esteja abaixo de Edward,  Sleepy Hollow, Ed Wood… enfim. Esse ano foram dois dele, e dois ótimos filmes, melhores que qualquer um que tenha feito na década passada (digo isso sem ter visto Planeta dos Macacos e sem lembrar nada de Noiva Cadáver). Em Frankenweenie, Tim Burton parece voltar a equilibrar o macabro com o sentimental como fazia antes, mas ainda está bastante irregular. Muitas vezes toma rumos que são um exagero (o que falar daquele enquadramento com o gato-morcego perfurado com uma madeira?) e não combinam com o tom que o filme tem. Acabam omitindo a bela história de amizade que é a melhor coisa dele. Mas acho que de ruim só tem isso, porque de resto, é um filme bastante divertido – e simpático -,  além de ter aquela áurea dos filmes B de terror e ficção-científica dos anos 50. Aliás, ando vendo muita gente falando da desnecessidade do preto-e-branco, mas ao meu ver ajudou muito na ambientação e no visual do filme, que não é falso, é plastificado pois tem que ser. As melhores fantasias de Burton sempre tiveram esse tom de manequins caricatos.

Piranha 2 (Piranha 3DD, 2011) ***

Olha, confesso que esperava menos do que é. Sei não, o primeiro já deu o que tinha que dar, mas esse aqui tem umas sacadas que, muito na teoria e pouco na prática, acabam sustentando o filme. Quando aconteceu o primeiro ataque das piranhas, eu achei que ia ser uma espécie de filmes de zumbi. Não deixou de ser, mas foi diluindo muito. Antes de tudo por que o filme não é tão direto quanto devia ser, se prende muito a subtramas que quebram o ritmo. Pra se ter noção, depois que surge a ameaça da invasão na piscina, as piranhas praticamente somem do filme, e ele toma rumos imbecis como a história de amor lá. Depois disso que, quando tenta fazer graça com coisas tipo David Hasselhoff, acaba soando ridículo.

Moonrise Kingdom (Wes Anderson, 2012) *****

O mais lindo do ano, talvez da década.

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