Corra, Lola, Corra

A princípio, os personagens de Corra, Lola, Corra são apenas tipos já batidos: de aparência moderna, de vida moderna, dependentes de dinheiro, de relação frágil entre os familiares etc. E a história também é batida, que pra resumir palavras, é de salvação. É tudo desinteressante.

Não seria um problema se ela fosse bem contada, mas não é. É experimental, com certeza. Serve pra explicar essa mescla de tantas técnicas visuais lá dentro, mas que não o torna melhor ou inovador (não que precise ser, mas que parece querer ser – e esse estilo psicodélico existe bem de muito antes), o torna apenas poluído, irritante. Um estilo que talvez servisse para dar gás e nos ambientar dentro da correria que o filme é, acaba é como um grande peso e o atrasa. Ele não nos asfixia ou asfixia os personagens, mas asfixia a própria imagem do filme.

E queria mesmo que aqueles tipos batidos fossem coadjuvantes do tempo, mas esse nem consegue espaço; depois de começar como o grande influente, acaba virando pano de fundo da trama, da quantidade de discussões impostas ali no meio, como a relação das pessoas na vida doutras ou teorias sobre o destino. É tudo muito mal situado dentro da história, e chega um momento que a única coisa fixa são os personagens, e tomam a cena, e aí que tudo cai. Pois a imagem não consegue suprir o quão desinteressantes eles são.

E tudo ainda se repete três vezes.

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