Até que enfim

Que entenderam como deve funcionar uma franquia de animação. Se Shrek surgiu como uma brincadeira com as histórias de contos de fadas, esse que era seu maior trunfo foi-se diluindo dentro de suas 3 exaustivas e repetitivas continuações. Madagascar, que aparentemente surgiu como um filme qualquer de animais falantes, terminou (eu acho, né) nesse que é um dos melhores de 2012. Madagascar 3 compreendeu que a história bonitinha de amizade, a busca por um refúgio na sociedade, ainda com espaços para a liberdade etc já se esgotou no primeiro. Esqueçam qualquer tentativa de conquistar o público com piadas mansas, esqueçam a tentativa de agradar o público-alvo infantil (exceto a discussão sobre a confiança, mas que são necessárias pela produção que o rende a regras de filmes comerciais): Madagascar 3 existe pra acabar com isso de uma vez por todas. São 85min de alternâncias entre os gêneros cinematográficos, tudo isso dentro de um grande road movie que seguiu o exemplo do Tintim de Spielberg e abraçou os planos-sequências, que usou os elementos dos gêneros para aplicá-los em uma explosão de escrotice, sem nenhuma vergonha de ser picareta, respirando o artificial (como se deve respirar); cenas como a de Martin voando já estão entre as melhores do ano também, além de provar o quanto Madagascar 3 ri de si mesmo, quebrando qualquer lei de física,  qualquer verossimilhança e se rendendo ao que o cinema é acima de tudo: uma ficção. Enquanto isso, lá pro final, vemos um espetáculo de imagens computadorizadas de um aerocirco, que poderia ser potencializado com qualquer música circense ou qualquer compositor ‘bem considerado’; mas não, escolhem a bosta de Firework de Katy Perry. Um senso de humor que, até que enfim, foi imposto em uma animação.

E a franquia:

Madagascar ***½
Madagascar 2 ***½
Madagascar 3: Os Procurados ***½
 
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4 Comentários on “Até que enfim”

  1. EDUARDO XXT (PÃO DE QUEIJO) disse:

    FILME DUKARALHO MTO BOM

    EDUARDO XXT (PÃO DE QUEIJO)

  2. Divertidaço, animação que sabe melhor que qualquer uma a quê veio e nunca, em qualquer momento, decepciona nisso. Mas ainda prefiro o primeiro Madagascar, onde tá a novidade msm

    • Luís Daniel disse:

      Pelo que eu tenho do primeiro na memória, ainda o acho muito domesticado para produções infantis, muito papo de amizade e blablabla que já foi tratado diversas vezes antes, mas eu curto sim, e preciso rever com certeza.

      • Curti aquelas brincadeiras com instintos naturais e cadeia alimentar que têm no [primeiro] filme, a acidez do humor foi uma grande surpresa. Revi esses dias depois de assistir esse terceiro e ri demais!


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